OLHARES  INVISÍVEIS

Alfredo Maffei apresente um série de criações onde usa a rua como suporte, para falar sobre um dos maiores problemas urbanos: a condição de abandono e exclusão dos moradores de rua. Evidenciando a existência dessas identidades enfraquecidas,  Maffei tenciona chamar a atenção da sociedade sobre essas pessoas invisíveis para a maioria.O trabalho vai além do objeto artístico, onde o que importa é a conexão, a integração e o contato com o morador de rua.

Os trabalhos da série “Inconstâncias” consistem em intervenções urbanas que retratam o rosto de moradores de rua em paredes de casas abandonadas. Essas pinturas de grande formato, feitas com tinta acrílica, muitas vezes cobre toda a extensão de uma parede, mostrando um rosto expressivo, porém anônimo.

Deste trabalho, pode-se notar uma curiosa, porem triste contradição: Ao mesmo tempo em que existem pessoas sem casas, também existe casas sem pessoas.

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DEDO  NA  FERIDA

O projeto Dedo Na Ferida nasceu a partir expedições, buscas, e acima de tudo, vivências com os habitantes da rua, onde foram coletadas diversas experiências e informações a respeito da sua condição de vida. A invisibilidade e a condição de exclusão ao qual vivem essas pessoas, fazem com que suas identidades sejam apagadas e enfraquecidas dentro da sociedade, e foi pensando nessa posição de banimento que o projeto foi criado. 
Nesse trabalho, com a permissão dos moradores de rua, recolho sua impressão digital para produzir um trabalho de intervenção urbana, onde essas digitais são impressas em grande formato e coladas nas paredes onde se abrigam estes indivíduos, evidenciando sua existência e identidade dentro da sociedade. 

 

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Osnir Siqueira
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Apolonio Ferreira
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Silvio Rodrigues
André augusto
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OFICINA  DA  RUA


O trabalho consiste em apresentar e estimular o desenvolvimento de práticas artísticas, se valendo de atividades e ações que visam explorar a potência criativo latente dos moradores de rua. 
Mais do que assuntos teóricos ou técnicos, serão apresentados maneiras de se produzir e criar arte através do contato entre os envolvidos, explorando o trabalho em grupo e a integração entre os moradores de rua e com seus filhos e familiares. 
Serão abordadas técnicas e noções básicas de desenho e pintura, se valendo de materiais simples e comuns, mostrando que qualquer indivíduo pode produzir o trabalho artístico, sem a necessidade de ferramentas e procedimentos caros. 
Ao proporcionar práticas artísticas, tenciona-se criar um sentimento de autovalorizarão e importância, pois ao se familiarizarem com procedimentos como estes, os moradores de rua sente-se capazes de criar e ser, assim resgatando sua identidade e sua auto-estima, para que futuramente uma possível inclusão social possa ser feita com maior facilidade. 
A essa prática, vai além do fazer artístico, ela visa propósito maior, utilizando-se da arte como uma ferramenta sensível e gradual de melhoramento psicológico, para futuramente um possível desenvolvimento social. 

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ALFREDO MAFFEI

EU SOU A RESSUREIÇÃO E A VIDA